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PF investiga suposto desvio de emendas parlamentares destinadas a hospital no RS

Reportagem confirmou que a investigação cita o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS)

Cidades|Rafaela Soares, Gabriela Coelho e Victoria Lacerda, do R7, em Brasília

Ações foram autorizadas pelo STF Divulgação/Polícia Federal - 13.2.2025

A Polícia Federal realizou uma operação nesta quinta-feira (13) para apurar supostos desvios de emendas parlamentares que seriam destinas ao Hospital de Santa Cruz (RS). A reportagem confirmou que a investigação cita o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS), mas ele não é alvo da operação de hoje.

Porém, o chefe de gabinete do parlamentar é alvo de buscas na operação. O R7 tenta contato com a assessoria do deputado, e o espaço permanece aberto.

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Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal. Além disso, foram determinadas medidas cautelares, incluindo o afastamento de dois investigados de suas funções públicas e o bloqueio de valores em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.

Na decisão que autorizou a operação, Flávio Dino destacou que a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa que direcionava emendas parlamentares e se apropriava de parte dos recursos públicos. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, a apuração teve início após a análise de conversas extraídas do celular de um lobista, onde um interlocutor sugeria o envio de emendas por parte do deputado Afonso Motta ao hospital, mediante o pagamento de comissão de 6% sobre o valor captado.


Ainda segundo a decisão, foram identificados contratos e notas fiscais que demonstram o pagamento de valores a uma empresa ligada ao lobista, como contrapartida pela captação de recursos via emendas parlamentares. Além disso, mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que investigados discutiam estratégias para ocultar a origem ilícita dos valores, incluindo sugestões para simular compras de terrenos.

O ministro do STF também justificou o afastamento de dois investigados, ressaltando que utilizaram suas funções públicas de forma indevida. “Estão presentes todos os requisitos para a concessão da medida cautelar, uma vez que há indícios de envolvimento com atos de corrupção, o que demonstra o justo receio da utilização do cargo público para a prática de infrações penais”, escreveu Dino.

A operação segue em andamento, e a Polícia Federal investiga o impacto dos desvios e o envolvimento de outros possíveis beneficiários do esquema.

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